Lindos Lindos Lindos todos os comentários!!! AMO!!!
Special Thanks to Má Marques, Zeca, Cacá, Tchuri e Dri. A Jana que me mandou o texto do Jabor. A Lívia que além d me aguentar 10 horas por dia no trabalho ainda leu meu blog. E Gi que eu morro de saudades!
E uma bronca pra minha mãe que demorou 3 meses pra ler meu Blog e até agora não comentou nada nem pessoalmente!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Quando eu era adolescente e olhava para minha mãe, eu tinha certeza que a única coisa que a idade trazia pra ela era rugas. Eu jurava que com 19 anos de idade já sabia tudo que minha mãe sabia com 49. Mas nada como o tempo para mostrar que os adolescentes estão sempre errados.
Hoje eu estou vivenciando o que a vida ensina. Hoje por exemplo, eu senti na pele, literalmente, que a idade me trouxe uma textura impossível de ficar sem creme hidratante. Eu esqueci de passar o meu, e de repente parecia que se eu mudasse a minha expressão ia abrir uma rachadura do tamanho do Grand Canion na minha testa. Eu aprendi também que tenho um nervo chamado Ciático, e que se eu sentar errado ele inflama e dói muito! E que eu preciso de exames de rotina, porque nem tudo funciona mais tão bem. E que se eu dormir pouco, minha cabeça dói, e se eu dormir muito meu corpo dói.
Mas ser adulto é muito melhor que isso. A idade pode ser boa sim! E ensinar coisas muito melhores, e fazer com que você ignore todos esses probleminhas.
Crescer me fez ver coisas que nenhum adolescente enxerga. Crescer me fez dar muito, mas muito mais valor a família, ao amor incondicional, porque a família que eu achava que me odiava, hoje me prova que não importa o que eu faça, ou como eu pense, vai sempre estar do meu lado, seja como cães de guarda ou como um monte de filhotinhos fazendo bagunça e se divertindo, dependendo da situação.
Crescer me fez ver que importa muito mais uma geladeira cheia, do que um óculos da Chanel. Que importa muito mais ter amigos que te dão o ombro pra chorar, do que aqueles que vão em todas as baladas e churrascos e bares com você. E que um abraço é muito mais importante que um amasso com um beijo ardente na boca.
Crescer me trouxe a maternidade. Não...A maternidade me trouxe crescimento. E me fez ver que se tem um motivo pelo qual você é capaz de qualquer coisa, este motivo não é uma paixonite aguda e nem tirar a carteira de motorista logo. Esse motivo é um filho. Por ele sim você é capaz de absolutamente tudo, nem que seja imoral, ilegal ou engorde. E é nessa hora que você sente um amor tão grande mas tão grande, que chega a doer. (Palavras da minha mãe, que não faziam sentido até eu sentir o mesmo.)
E mais do que isso, me fez enxergar a felicidade. E ver que a felicidade não dura pra sempre, e nem dura muito, mas são momentos de felicidade que você tem que agarrar com unhas e dentes, e olhar bem, e contar, fotografar, e reviver quantas vezes forem possíveis! Desde uma borboletinha com asas rosa e azul que passa voando na sua frente, até um momento de felicidade extrema como ver seu filho fazendo sucesso ou alguém que você ama tanto voltando de uma viagem tão longa.
Todos esses momentos tem que ser muito bem aproveitados! E aí sim, você é uma pessoa feliz que já se esqueceu que está com linhas de expressão e dores nas juntas. E nesse momento, que qualquer coisa boa, não importa a intensidade, e não importa que acabe, for bem aproveitada, aí sim, você pode se considerar um adulto, experiente e FELIZ!
Hoje eu estou vivenciando o que a vida ensina. Hoje por exemplo, eu senti na pele, literalmente, que a idade me trouxe uma textura impossível de ficar sem creme hidratante. Eu esqueci de passar o meu, e de repente parecia que se eu mudasse a minha expressão ia abrir uma rachadura do tamanho do Grand Canion na minha testa. Eu aprendi também que tenho um nervo chamado Ciático, e que se eu sentar errado ele inflama e dói muito! E que eu preciso de exames de rotina, porque nem tudo funciona mais tão bem. E que se eu dormir pouco, minha cabeça dói, e se eu dormir muito meu corpo dói.
Mas ser adulto é muito melhor que isso. A idade pode ser boa sim! E ensinar coisas muito melhores, e fazer com que você ignore todos esses probleminhas.
Crescer me fez ver coisas que nenhum adolescente enxerga. Crescer me fez dar muito, mas muito mais valor a família, ao amor incondicional, porque a família que eu achava que me odiava, hoje me prova que não importa o que eu faça, ou como eu pense, vai sempre estar do meu lado, seja como cães de guarda ou como um monte de filhotinhos fazendo bagunça e se divertindo, dependendo da situação.
Crescer me fez ver que importa muito mais uma geladeira cheia, do que um óculos da Chanel. Que importa muito mais ter amigos que te dão o ombro pra chorar, do que aqueles que vão em todas as baladas e churrascos e bares com você. E que um abraço é muito mais importante que um amasso com um beijo ardente na boca.
Crescer me trouxe a maternidade. Não...A maternidade me trouxe crescimento. E me fez ver que se tem um motivo pelo qual você é capaz de qualquer coisa, este motivo não é uma paixonite aguda e nem tirar a carteira de motorista logo. Esse motivo é um filho. Por ele sim você é capaz de absolutamente tudo, nem que seja imoral, ilegal ou engorde. E é nessa hora que você sente um amor tão grande mas tão grande, que chega a doer. (Palavras da minha mãe, que não faziam sentido até eu sentir o mesmo.)
E mais do que isso, me fez enxergar a felicidade. E ver que a felicidade não dura pra sempre, e nem dura muito, mas são momentos de felicidade que você tem que agarrar com unhas e dentes, e olhar bem, e contar, fotografar, e reviver quantas vezes forem possíveis! Desde uma borboletinha com asas rosa e azul que passa voando na sua frente, até um momento de felicidade extrema como ver seu filho fazendo sucesso ou alguém que você ama tanto voltando de uma viagem tão longa.
Todos esses momentos tem que ser muito bem aproveitados! E aí sim, você é uma pessoa feliz que já se esqueceu que está com linhas de expressão e dores nas juntas. E nesse momento, que qualquer coisa boa, não importa a intensidade, e não importa que acabe, for bem aproveitada, aí sim, você pode se considerar um adulto, experiente e FELIZ!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
GENTEM!! Tô tão feliz com os comentários do blog!!! Obrigada Cá, Nane, Leninha, Mô, Tchuri, Cacau...a todos que leram e gostaram e pararam pra elogiar!
Hoje estou meio sem inspiração mas adoro esse texto que vou postar abaixo.
BEIJOS em especial pra minha família linda!
Quero voltar a Confiar (Arnaldo Jabor)
Fui criado com princípios morais comuns: quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…
Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que Meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, Filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças.
O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER” E definitivamente bela, como cada amanhecer. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! Quero ter de volta o meu mundo simples e comum.
Vamos voltar a ser “gente” Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito... Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?... Precisamos tentar… Quem sabe começando a encaminhar ou transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!
Hoje estou meio sem inspiração mas adoro esse texto que vou postar abaixo.
BEIJOS em especial pra minha família linda!
Quero voltar a Confiar (Arnaldo Jabor)
Fui criado com princípios morais comuns: quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…
Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que Meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, Filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças.
O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER” E definitivamente bela, como cada amanhecer. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! Quero ter de volta o meu mundo simples e comum.
Vamos voltar a ser “gente” Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito... Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?... Precisamos tentar… Quem sabe começando a encaminhar ou transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Trocando os lençois
Acabei de trocar os lençois da minha cama.
Tem coisa melhor que dormir em uma cama com lençois limpinhos?
Cresci tendo meus lençóis trocados toda semana. Minha mãe tem uma mania: passa o lençol. Não deita em uma cama com lençois amassados por nada! Eu não sou tão perfeccionista, então troco os meus a cada 15, 20 dias. E não passo.
Mas nada como deitar em uma cama com lençois fresquinhos. A gente dá mais valor a essa noite de sono. Não tem como deitar e não dizer “huuummmm” com lençois cheirosos.
Eu percebi que não estou trocando só o lençol da minha cama, mas estou trocando os da minha vida também. E estou dando mais valor a cada dia de renovação.
Há quem diga que é a chegada dos 30, há quem diga que tem a ver com o signo e astrologia. Eu não quero saber o motivo, quero é aproveitar e sentir cada momento da mudança. Tenho sentido na minha vida a mesma paz, tranquilidade, e o frescor que sinto em minha cama agora.
Eu sempre vivi com uma filosofia de vida, e achava que para manter minha personalidade tinha que manter meus conceitos, então, conceitos que eu formei com 15 anos, eu mantinha. Errado.
A vida é formada de ciclos que acabam. Um outro começa. E eu não aceitava as mudanças, sempre quis viver em um grande e único ciclo, que só acaba quando morre. Tinha como lema, eu sou assim e não vou mudar. Mas seja por astrologia, idade, ou porque estou finalmente aprendendo a ouvir os mais velhos, aprendi a aceitar que hoje sou diferente da menina de 15, 20 anos.
“Se quer saber o que vem pela frente, pergunte a quem está voltando.”
Ficar sozinha é bom. Ter pessoas para fazer compania quando a solidão cansa é melhor ainda!
Mas pra a gente se ouvir, é preciso ficar sozinha. E quando digo sozinha, quero dizer sem interferências mesmo. Ouvir o silêncio, para escutar a voz do coração.
Vou escutar a minha voz. Vou pensar em dar satisfação a mim mesma antes de dar para os outros. Satisfações mais verdadeiras! Hoje prometo nunca mais dar conselhos que eu não sou capaz de seguir!
Vou criar menos histórias fantásticas e encarar mais a realidade. E não vou deixar de sonhar. Jamais!
Troque seus lençois, faxine sua alma. Jogue fora a bagagem, e as máscaras, e as fantasias. Aprenda finalmente a ser você!
Hoje, eu sou mais eu, com meus lençois fresquinhos.
Tem coisa melhor que dormir em uma cama com lençois limpinhos?
Cresci tendo meus lençóis trocados toda semana. Minha mãe tem uma mania: passa o lençol. Não deita em uma cama com lençois amassados por nada! Eu não sou tão perfeccionista, então troco os meus a cada 15, 20 dias. E não passo.
Mas nada como deitar em uma cama com lençois fresquinhos. A gente dá mais valor a essa noite de sono. Não tem como deitar e não dizer “huuummmm” com lençois cheirosos.
Eu percebi que não estou trocando só o lençol da minha cama, mas estou trocando os da minha vida também. E estou dando mais valor a cada dia de renovação.
Há quem diga que é a chegada dos 30, há quem diga que tem a ver com o signo e astrologia. Eu não quero saber o motivo, quero é aproveitar e sentir cada momento da mudança. Tenho sentido na minha vida a mesma paz, tranquilidade, e o frescor que sinto em minha cama agora.
Eu sempre vivi com uma filosofia de vida, e achava que para manter minha personalidade tinha que manter meus conceitos, então, conceitos que eu formei com 15 anos, eu mantinha. Errado.
A vida é formada de ciclos que acabam. Um outro começa. E eu não aceitava as mudanças, sempre quis viver em um grande e único ciclo, que só acaba quando morre. Tinha como lema, eu sou assim e não vou mudar. Mas seja por astrologia, idade, ou porque estou finalmente aprendendo a ouvir os mais velhos, aprendi a aceitar que hoje sou diferente da menina de 15, 20 anos.
“Se quer saber o que vem pela frente, pergunte a quem está voltando.”
Ficar sozinha é bom. Ter pessoas para fazer compania quando a solidão cansa é melhor ainda!
Mas pra a gente se ouvir, é preciso ficar sozinha. E quando digo sozinha, quero dizer sem interferências mesmo. Ouvir o silêncio, para escutar a voz do coração.
Vou escutar a minha voz. Vou pensar em dar satisfação a mim mesma antes de dar para os outros. Satisfações mais verdadeiras! Hoje prometo nunca mais dar conselhos que eu não sou capaz de seguir!
Vou criar menos histórias fantásticas e encarar mais a realidade. E não vou deixar de sonhar. Jamais!
Troque seus lençois, faxine sua alma. Jogue fora a bagagem, e as máscaras, e as fantasias. Aprenda finalmente a ser você!
Hoje, eu sou mais eu, com meus lençois fresquinhos.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A vida é uma novela
Ultimamente tenho acompanhado uma ou outra novela, e tenho visto histórias lindas e improváveis que acontecem com toda a naturalidade que um set de gravação com uma equipe de pelo menos doze pessoas, textos decorados e luzes artificiais podem transmitir.
Todo mundo acompanha. Todo mundo sabe os nomes dos personagens, e vivem expeculando o que vai acontecer a seguir. E com certeza, todo mundo já disse ao menos uma vez na vida: Ah, só em novela mesmo.
Isso nos traz aquela cara de paisagem e pensamentos do tipo: “Não podia ser comigo? Não podia ser verdade? “
Fiz um vale-a-pena-ver-de-novo em minha vida, e pasmem! Encontrei inúmeros “momentos novela” nela. Eles estão em todo lugar, em várias épocas da minha existência.
Quem não teve momentos Malhação? Ah...a adolescência... Aquela coisa bobinha, inocente, mas que basta estar na idade certa para levarmos tão a sério!
Já vivi momentos novela das seis. Momentos tão formais ou tão chiques que pareciam ser de outra época. Já vesti roupas de princesa para certas festas. Já tive homens pedindo permissão para o meu pai para dançar comigo. E já fui trancada na torre por minha mãe quando fui contra as leis da corte.
Momentos novela das sete nunca me faltaram! Aquela comédia estilo pastelão sabe? Já rolei escadas e caí de boca aos pés do galã. Já me apaixonei pelo vilão. Já paguei peitinho. Já corri em fuga e dei de cara em um muro. Já dei vexames por conta do alcool. Já peguei o paquera da amiga e acabou tudo bem. Só não tive um macaco pintor.
Agora, a novela das oito é que judia da gente. É o mais perto da vida real, e também a mais dramática. E momentos novela das oito passam diante de nossos olhos e fazem parte de nossas vidas o tempo todo! Brigas em família, ganância, amores proibidos, permitidos, não correspondidos. Mas a melhor descoberta pra mim, foi ver que existem sim os galãs novela das oito. Os Miguéis da vida.
Já existiu pra mim o cara que aparece do nada e cruza nossa vida como uma coincidência que com certeza estava escrito nas estrelas. Sabe o quase atropelamento que acaba em casamento? Ou o cara do trabalho que te chama para um drink e de cara já dá química? Já tive esse tipo de galã. Ele só não usava maquiagem. Que bom!
Meu galã novela das oito já fugiu comigo para uma praia quase deserta. Já entrou em casa comigo no colo quebrando tudo até chegar no quarto, explodindo de paixão. Já me olhou por horas sem dizer uma palavra. Já viu o nascer e o pôr do sol abraçadinho. Já fez sopinha quando eu estava doente. Já me mandou flores.
Meu galã já perdoou erros quase imperdoáveis. Já me abraçou quando todos esperavam um dramático tapa na cara. Já segurou meus braços enquanto eu estava em prantos, e eu posso jurar que o diretor disse: AGORA, pois ele me beijou apaixonado no momento exato para tornar aquele momento digno de último capítulo, quando tudo se encaixa perfeitamente para arrancar suspiros dos telespectadores.
Sim, a vida é uma novela. Não um filme, pois o final do filme se resume em felizes para sempre, e é difícil acreditar que o resto de uma vida será um mar de rosas só porque a protagonista finalmente se casou com o mocinho. É uma novela seguida de outra, com confusões, alegrias, polêmicas, dramas.
É uma pena que na vida não exista o “a seguir, cenas do próximo capítulo”, isso tornaria tudo tão mais fácil. Seria muito bom receber o script em casa para saber o que nos espera, se preparar. Mas aí não teria a menor graça também, assim como o fim da novela não deve ter tanta graça para os atores.
Eu, como protagonista da minha novela não deixo nada a desejar. Bonita, dramática, guerreira, dinâmica. Quase uma Helena.
Por isso vou ficar mais atenta em meus momentos novela. Vou curtir mais. Vou dar mais ibope a minha vida.
Todo mundo acompanha. Todo mundo sabe os nomes dos personagens, e vivem expeculando o que vai acontecer a seguir. E com certeza, todo mundo já disse ao menos uma vez na vida: Ah, só em novela mesmo.
Isso nos traz aquela cara de paisagem e pensamentos do tipo: “Não podia ser comigo? Não podia ser verdade? “
Fiz um vale-a-pena-ver-de-novo em minha vida, e pasmem! Encontrei inúmeros “momentos novela” nela. Eles estão em todo lugar, em várias épocas da minha existência.
Quem não teve momentos Malhação? Ah...a adolescência... Aquela coisa bobinha, inocente, mas que basta estar na idade certa para levarmos tão a sério!
Já vivi momentos novela das seis. Momentos tão formais ou tão chiques que pareciam ser de outra época. Já vesti roupas de princesa para certas festas. Já tive homens pedindo permissão para o meu pai para dançar comigo. E já fui trancada na torre por minha mãe quando fui contra as leis da corte.
Momentos novela das sete nunca me faltaram! Aquela comédia estilo pastelão sabe? Já rolei escadas e caí de boca aos pés do galã. Já me apaixonei pelo vilão. Já paguei peitinho. Já corri em fuga e dei de cara em um muro. Já dei vexames por conta do alcool. Já peguei o paquera da amiga e acabou tudo bem. Só não tive um macaco pintor.
Agora, a novela das oito é que judia da gente. É o mais perto da vida real, e também a mais dramática. E momentos novela das oito passam diante de nossos olhos e fazem parte de nossas vidas o tempo todo! Brigas em família, ganância, amores proibidos, permitidos, não correspondidos. Mas a melhor descoberta pra mim, foi ver que existem sim os galãs novela das oito. Os Miguéis da vida.
Já existiu pra mim o cara que aparece do nada e cruza nossa vida como uma coincidência que com certeza estava escrito nas estrelas. Sabe o quase atropelamento que acaba em casamento? Ou o cara do trabalho que te chama para um drink e de cara já dá química? Já tive esse tipo de galã. Ele só não usava maquiagem. Que bom!
Meu galã novela das oito já fugiu comigo para uma praia quase deserta. Já entrou em casa comigo no colo quebrando tudo até chegar no quarto, explodindo de paixão. Já me olhou por horas sem dizer uma palavra. Já viu o nascer e o pôr do sol abraçadinho. Já fez sopinha quando eu estava doente. Já me mandou flores.
Meu galã já perdoou erros quase imperdoáveis. Já me abraçou quando todos esperavam um dramático tapa na cara. Já segurou meus braços enquanto eu estava em prantos, e eu posso jurar que o diretor disse: AGORA, pois ele me beijou apaixonado no momento exato para tornar aquele momento digno de último capítulo, quando tudo se encaixa perfeitamente para arrancar suspiros dos telespectadores.
Sim, a vida é uma novela. Não um filme, pois o final do filme se resume em felizes para sempre, e é difícil acreditar que o resto de uma vida será um mar de rosas só porque a protagonista finalmente se casou com o mocinho. É uma novela seguida de outra, com confusões, alegrias, polêmicas, dramas.
É uma pena que na vida não exista o “a seguir, cenas do próximo capítulo”, isso tornaria tudo tão mais fácil. Seria muito bom receber o script em casa para saber o que nos espera, se preparar. Mas aí não teria a menor graça também, assim como o fim da novela não deve ter tanta graça para os atores.
Eu, como protagonista da minha novela não deixo nada a desejar. Bonita, dramática, guerreira, dinâmica. Quase uma Helena.
Por isso vou ficar mais atenta em meus momentos novela. Vou curtir mais. Vou dar mais ibope a minha vida.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Conto de Fadas
Alívio, medo, amor, desconfiança, raiva. É tanta coisa...é tão louco...
Meu maior medo é acordar. Acordar do pesadelo que virou sonho mas que ainda é sonho...é incerto.
Sou romântica. Acredito em contos de fadas. Acredito que essas histórias não sairam do nada.
E aí me pergunto. Como essas princesas viveram tanto tempo na incerteza de terem ou não seus príncipes? Elas sabiam que eles um dia iam aparecer? Elas tinham a certeza que eles ficariam com elas e que eles seriam felizes para sempre? Não.
Mas elas viviam bem com isso. Não tinham paranóias. O príncipe ficou vários dias namorando aquele sapatinho de cristal até resolver começar a busca, e a Cinderella ficou bem. Limpando a casa, cantando com os pássaros. Não ligou, não mandou email. Eu se fosse ela já teria batido na casa do príncipe, tentado convencê-lo de que o sapato era meu. Ele diria que eu devo estar louca, mas eu diria que não, que posso provar, que ele tem que ficar comigo! Deve ser por isso que o príncipe não vem experimentar o sapato em mim. Porque eu sou uma Cinderella afoita.
Imagina então a Bela Adormecida. Jamais que aquela bruxa me faria dormir! Eu estaria com insônia devido aos 43 café expressos que tomei na angústia de saber quando é que meu príncipe vem me conhecer já que sou uma princesa e mereço!! Não haveria feitiço que me fizesse me deitar, e então, não haveria príncipe.
Mas e os contos de fadas modernos, como eles são? Existiu na história uma princesa afobada e neurótica que vasculhou, procurou, pesquisou no google, achou seu príncipe, foi atrás e foi feliz? Afinal, devemos ir atrás do nosso destino, ou devemos deixá-lo vir até nós?
Estou aprendendo. Além de uma princesa afoita, esbaforida e neurótica, sou também uma princesa atrasada. Porque a Branca de Neve devia ter no máximo 19 anos e já tinha a sabedoria de viver em paz com 7 anões, (e ela não me engana, aquilo definitivamente não era divertido) na espera. Na tranquila espera.
Hoje quero deixar de ser o Peter Pan. Quero mudar de história. Quero sabedoria para ter paciência. Para não ter mais ataques histéricos. Para saber que o que é meu está guardado e que se eu perder alguém agora, esse alguém não era meu príncipe. Que meu príncipe sempre vai ver minha verdade, minha alma. Vai acreditar. Vai perdoar meus piores erros. Vai passar por cima de toda a corte para se casar com a menina fora dos padrões.
A partir de hoje, vou saber esperar.
Meu maior medo é acordar. Acordar do pesadelo que virou sonho mas que ainda é sonho...é incerto.
Sou romântica. Acredito em contos de fadas. Acredito que essas histórias não sairam do nada.
E aí me pergunto. Como essas princesas viveram tanto tempo na incerteza de terem ou não seus príncipes? Elas sabiam que eles um dia iam aparecer? Elas tinham a certeza que eles ficariam com elas e que eles seriam felizes para sempre? Não.
Mas elas viviam bem com isso. Não tinham paranóias. O príncipe ficou vários dias namorando aquele sapatinho de cristal até resolver começar a busca, e a Cinderella ficou bem. Limpando a casa, cantando com os pássaros. Não ligou, não mandou email. Eu se fosse ela já teria batido na casa do príncipe, tentado convencê-lo de que o sapato era meu. Ele diria que eu devo estar louca, mas eu diria que não, que posso provar, que ele tem que ficar comigo! Deve ser por isso que o príncipe não vem experimentar o sapato em mim. Porque eu sou uma Cinderella afoita.
Imagina então a Bela Adormecida. Jamais que aquela bruxa me faria dormir! Eu estaria com insônia devido aos 43 café expressos que tomei na angústia de saber quando é que meu príncipe vem me conhecer já que sou uma princesa e mereço!! Não haveria feitiço que me fizesse me deitar, e então, não haveria príncipe.
Mas e os contos de fadas modernos, como eles são? Existiu na história uma princesa afobada e neurótica que vasculhou, procurou, pesquisou no google, achou seu príncipe, foi atrás e foi feliz? Afinal, devemos ir atrás do nosso destino, ou devemos deixá-lo vir até nós?
Estou aprendendo. Além de uma princesa afoita, esbaforida e neurótica, sou também uma princesa atrasada. Porque a Branca de Neve devia ter no máximo 19 anos e já tinha a sabedoria de viver em paz com 7 anões, (e ela não me engana, aquilo definitivamente não era divertido) na espera. Na tranquila espera.
Hoje quero deixar de ser o Peter Pan. Quero mudar de história. Quero sabedoria para ter paciência. Para não ter mais ataques histéricos. Para saber que o que é meu está guardado e que se eu perder alguém agora, esse alguém não era meu príncipe. Que meu príncipe sempre vai ver minha verdade, minha alma. Vai acreditar. Vai perdoar meus piores erros. Vai passar por cima de toda a corte para se casar com a menina fora dos padrões.
A partir de hoje, vou saber esperar.
quarta-feira, 31 de março de 2010
FIM DO PRECONCEITO
Eu tenho uma teoria sobre preconceito e racismo.
Eu tenho uma certeza também. EU ODEIO PRECONCEITO E RACISMO!
Mas ultimamente, o que mais tem me chamado a atenção, é o preconceito que eu estou sofrendo. Vi na TV em um desses canais que a gente quase nunca assiste, que um cantor negro faz um concurso anual de Miss. Miss Negra.
Durante aproximadamente 3 segundos pensei: Que bacana! Mas meus pensamentos logo foram interrompidos pela seguinte questão:
“E se eu quiser participar deste concurso?”
Definição de preconceito pela Wikipedia: Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.
Então este cantor negro, não queria que eu participasse do concurso porque sou branca? E de algum modo ele acha a raça dele superior a minha a ponto de me proibir de participar de um concurso de beleza. Olha que tamanho preconceito sofri com esta notícia.
Afinal, o que me aconteceria se eu realizasse o meu concurso “Miss Branca”, onde afro decendentes estão proibidos de participar?
No polêmico BBB 10 vi um heterossexual ser discriminado porque disse: “Orgulho Hetero!”. Não entendi. Porque os gays são aplaudidos e ovacionados quando gritam “Orgulho Gay!”, e eu não posso me orgulhar da minha opção sexual?
Quero deixar claro. Sou muito a favor do fim do racismo, da extinção do preconceito, das igualdades sociais. Mas igualdade não significa virar o jogo.
Vamos finalmente ser iguais?
Seres humanos que se gostam ou não, pelo caráter, pela alma. Porque é só e apenas isso que nos diferenciam.
Eu tenho uma certeza também. EU ODEIO PRECONCEITO E RACISMO!
Mas ultimamente, o que mais tem me chamado a atenção, é o preconceito que eu estou sofrendo. Vi na TV em um desses canais que a gente quase nunca assiste, que um cantor negro faz um concurso anual de Miss. Miss Negra.
Durante aproximadamente 3 segundos pensei: Que bacana! Mas meus pensamentos logo foram interrompidos pela seguinte questão:
“E se eu quiser participar deste concurso?”
Definição de preconceito pela Wikipedia: Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.
Então este cantor negro, não queria que eu participasse do concurso porque sou branca? E de algum modo ele acha a raça dele superior a minha a ponto de me proibir de participar de um concurso de beleza. Olha que tamanho preconceito sofri com esta notícia.
Afinal, o que me aconteceria se eu realizasse o meu concurso “Miss Branca”, onde afro decendentes estão proibidos de participar?
No polêmico BBB 10 vi um heterossexual ser discriminado porque disse: “Orgulho Hetero!”. Não entendi. Porque os gays são aplaudidos e ovacionados quando gritam “Orgulho Gay!”, e eu não posso me orgulhar da minha opção sexual?
Quero deixar claro. Sou muito a favor do fim do racismo, da extinção do preconceito, das igualdades sociais. Mas igualdade não significa virar o jogo.
Vamos finalmente ser iguais?
Seres humanos que se gostam ou não, pelo caráter, pela alma. Porque é só e apenas isso que nos diferenciam.
CONFUSION
Quanta confusão na minha cabeça.
Eu não sei mais o que sinto, como pensar, como agir. Eu nunca fiquei tão confusa. Eu nunca fui de ler mentes, mas a minha, eu sempre soube ler. Hoje tento, tento e parece que algo me bloqueia. Algo bloqueia meus próprios pensamentos e sentimentos de mim mesma. Tem coisa mais estranha?
Eu não sei se amo, se não amo, se odeio. Eu não sei nem se gosto, mas sei que não quero ficar sem. Eu não consigo ler se ele gosta e finge que não, ou se ele não gosta e finge que sim.
Eu não sei se devo falar, ficar quieta. Brigar ou tentar resolver de forma tranquila. Se devo deixar passar ou discutir o mesmo assunto inúmeras vezes. Eu não sei...Porque já tentei de tudo e nada dá certo. E nem errado.
Me sinto em um poço. Não no fundo, mas no meio. Água pra baixo e escuridão pra cima. Não tenho pra onde ir, nem o que fazer. Só me resta boiar e esperar.
Eu não sei mais o que sinto, como pensar, como agir. Eu nunca fiquei tão confusa. Eu nunca fui de ler mentes, mas a minha, eu sempre soube ler. Hoje tento, tento e parece que algo me bloqueia. Algo bloqueia meus próprios pensamentos e sentimentos de mim mesma. Tem coisa mais estranha?
Eu não sei se amo, se não amo, se odeio. Eu não sei nem se gosto, mas sei que não quero ficar sem. Eu não consigo ler se ele gosta e finge que não, ou se ele não gosta e finge que sim.
Eu não sei se devo falar, ficar quieta. Brigar ou tentar resolver de forma tranquila. Se devo deixar passar ou discutir o mesmo assunto inúmeras vezes. Eu não sei...Porque já tentei de tudo e nada dá certo. E nem errado.
Me sinto em um poço. Não no fundo, mas no meio. Água pra baixo e escuridão pra cima. Não tenho pra onde ir, nem o que fazer. Só me resta boiar e esperar.
quinta-feira, 4 de março de 2010
O amor é tonto, ridículo, e o pior de tudo...INJUSTO.
Eu só queria saber onde a gente desliga esse mecanismo que torna o amor tão necessário em nossa vidas. Quem foi que disse que temos que viver em pares pra ser feliz? Quem quer que seja, tem um poder de persuasão e convicção fortíssimas, já que conseguiu convencer toda a população de um planeta.
Quem pensa em viver sozinho? Ou melhor, quem QUER viver sozinho?
O amor é injusto, pq faz com que no começo a gente fique bobo...e eu só via o quanto ele era lindo, forte, engraçado, prestativo, companheiro, compreensivo, meu admirador, o melhor amante, responsável, lindo, muito lindo, romântico, lindo, carinhoso, lindo....
Aí tudo fica bem, pq ele sente tudo isso também, ele vê só isso também, e aí vem o momento da paixão...
Momento tão rápido que eu não consigo enxergar onde é que esse momento se perdeu...sei que ele sempre se perde, e isto com toda certeza é injusto!
Porque é que de repente eu só conseguia ver como ele era ranzinza, reclamava de tudo, já havia perdido a graça...seus carinhos não eram como antes...onde foi parar aquele amante? Cadê a beleza toda dele? porque ele me critica tanto? Ele não vê mais tudo aquilo que via em mim no começo? NÃO. E nem eu.
É por isso que é tão injusto. Se a gente nasceu pra amar alguém, pra viver com alguém, ou pelo menos alguém nos convenceu de que isso é verdade, aquele momento perdido tinha que durar a vida inteira!
Cadê o brilho nos olhos?
E aí vira o inferno. Se eu tô com ele é porque amo, mas então onde foi parar o amor? E o inferno aumenta, toma conta, e a gente tenta se convencer que o amor está lá, mas simplesmente não acha. E enquanto procura, só acha coisa ruim, aí não dá mais, é hora de acabar. INJUSTO, pq se eu me apaixonei, foi pra ser pra sempre, então deveria ser pra sempre e pronto! Mas já que acabou, acabou.
E aí ele vai embora, o que é INJUSTO, pq agora, em quem eu vou usar o óleo de massagem que eu comprei pra nós dois? Quem é que vai me dizer que o banheiro tá lindo limpinho? Quem é que vai me agradecer por ter feito um jantarzinho tão gostoso? Quem vai trocar a lâmpada pra mim? Quem vai me dizer que eu estou linda porque me produzi toda? Ou que eu estou linda porque estou acordando cheia de ramelas e com bafo?
Quem vai me dizer que eu emagreci, que eu engordei. Quem vai fazer carinho a noite? Quem vai reclamar de mim??
E tá aí mais um motivo pra ser tão injusto! Porque agora é que aquela implicância toda deveria vir a tona me dando a certeza de que fiz a coisa certa! Porque é que agora só lembro de coisas boas? Porque é que agora tenho que lembrar do nosso primeiro encontro, do nosso primeiro e ardente beijo? Porque eu não tinha mais isso? Eu porque agora sinto tanta falta de algo que eu já não tinha mais e nem fazia mais tanta falta assim?
Porque agora eu consigo lembrar das loucuras, dos papos, dos sorrisos, das viagens...porque agora meu Deus??
Porque no meio do inferno eu não conseguia esquecer das coisas ruins que ele me fazia, e agora mal consigo lembrar o que me fez desistir desse amor?
Por tudo isso, o amor é INJUSTO. E se não for vc, eu não quero mais amar.
Eu só queria saber onde a gente desliga esse mecanismo que torna o amor tão necessário em nossa vidas. Quem foi que disse que temos que viver em pares pra ser feliz? Quem quer que seja, tem um poder de persuasão e convicção fortíssimas, já que conseguiu convencer toda a população de um planeta.
Quem pensa em viver sozinho? Ou melhor, quem QUER viver sozinho?
O amor é injusto, pq faz com que no começo a gente fique bobo...e eu só via o quanto ele era lindo, forte, engraçado, prestativo, companheiro, compreensivo, meu admirador, o melhor amante, responsável, lindo, muito lindo, romântico, lindo, carinhoso, lindo....
Aí tudo fica bem, pq ele sente tudo isso também, ele vê só isso também, e aí vem o momento da paixão...
Momento tão rápido que eu não consigo enxergar onde é que esse momento se perdeu...sei que ele sempre se perde, e isto com toda certeza é injusto!
Porque é que de repente eu só conseguia ver como ele era ranzinza, reclamava de tudo, já havia perdido a graça...seus carinhos não eram como antes...onde foi parar aquele amante? Cadê a beleza toda dele? porque ele me critica tanto? Ele não vê mais tudo aquilo que via em mim no começo? NÃO. E nem eu.
É por isso que é tão injusto. Se a gente nasceu pra amar alguém, pra viver com alguém, ou pelo menos alguém nos convenceu de que isso é verdade, aquele momento perdido tinha que durar a vida inteira!
Cadê o brilho nos olhos?
E aí vira o inferno. Se eu tô com ele é porque amo, mas então onde foi parar o amor? E o inferno aumenta, toma conta, e a gente tenta se convencer que o amor está lá, mas simplesmente não acha. E enquanto procura, só acha coisa ruim, aí não dá mais, é hora de acabar. INJUSTO, pq se eu me apaixonei, foi pra ser pra sempre, então deveria ser pra sempre e pronto! Mas já que acabou, acabou.
E aí ele vai embora, o que é INJUSTO, pq agora, em quem eu vou usar o óleo de massagem que eu comprei pra nós dois? Quem é que vai me dizer que o banheiro tá lindo limpinho? Quem é que vai me agradecer por ter feito um jantarzinho tão gostoso? Quem vai trocar a lâmpada pra mim? Quem vai me dizer que eu estou linda porque me produzi toda? Ou que eu estou linda porque estou acordando cheia de ramelas e com bafo?
Quem vai me dizer que eu emagreci, que eu engordei. Quem vai fazer carinho a noite? Quem vai reclamar de mim??
E tá aí mais um motivo pra ser tão injusto! Porque agora é que aquela implicância toda deveria vir a tona me dando a certeza de que fiz a coisa certa! Porque é que agora só lembro de coisas boas? Porque é que agora tenho que lembrar do nosso primeiro encontro, do nosso primeiro e ardente beijo? Porque eu não tinha mais isso? Eu porque agora sinto tanta falta de algo que eu já não tinha mais e nem fazia mais tanta falta assim?
Porque agora eu consigo lembrar das loucuras, dos papos, dos sorrisos, das viagens...porque agora meu Deus??
Porque no meio do inferno eu não conseguia esquecer das coisas ruins que ele me fazia, e agora mal consigo lembrar o que me fez desistir desse amor?
Por tudo isso, o amor é INJUSTO. E se não for vc, eu não quero mais amar.
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